Covid-19: Estado repudia ato de prefeito de Itamaraju que negou instalação de UTI

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(Foto: Divulgação/SECOM)

Governo disse que chegou a enviar avião com técnicos para avaliar hospital e, ao chegar, descobriu que gestor tinha mudado de ideia.

O governo do estado divulgou, neste sábado (11), uma nota de repúdio à atitude do prefeito Marcelo Angênica (PSDB), da cidade de Itamaraju, no Extremo Sul da Bahia, por este se negar à ceder o hospital do município para a implantação de leitos de UTI destinados ao tratamento de pacientes com coronavírus. No documento, o governo diz que “se depender do prefeito, os 464 mil baianos de 13 municípios do extremo-sul da Bahia ficarão desassistidos em infraestrutura”.

De acordo com o governo, a implantação de 20 leitos de UTI para a covid-19 no Hospital Geral de Itamaraju havia sido combinada entre o prefeito, o governador Rui Costa e o secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas em reunião por telefone, na última quinta-feira (9). Quando os técnicos da Sesab chegaram ao local neste feriado da Sexta-feira Santa, para vistoriar a unidade, o prefeito voltou atrás na sua palavra e impediu que os leitos de UTI fossem montados.

Em vídeo direcionado aos cidadão de Itamaraju, Vilas-Boas disse: “A prefeitura da cidade enviou carro para receber a equipe e, surpreendentemente, fomos recebidos por manifestantes contrários à instalação dos leitos e também pela manifestação pública do prefeito sendo contrário a tudo o que tinha sido acordado com o governador”, narrou. O governo informou que o hospital é uma das maiores unidades do Extremo-Sul e parte dela está ociosa.

Na nota de repúdio, o secretário estadual destacou o risco de morte ao qual a população estará exposta se uma estrutura de atendimento não for montada na região.

“Os pacientes acabam evoluindo dentro de 24 horas para necessidade de entubação, ventilação mecânica, sendo necessários equipamentos altamente qualificados como respiradores artificiais. Eu espero, com essa decisão que o prefeito tomou, de deixar a população exposta, sem acesso à UTI, sem acesso à ventilação mecânica, que o prefeito não precise se arrepender, caso pessoas venham a morrer no seu município nos próximos dias”, declarou.

O prefeito do município Marcelo Angênica, afirmou que não houve acordo algum em relação a implantação desses leitos.

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